O posicionamento da marca de uma empresa muitas vezes não corresponde aos seus funcionários. Comum nas redes sociais é uma abordagem para uma agenda de diversidade, como o uso de mais imagens femininas em campanhas publicitárias ou discussões sobre temas relacionados, ou mesmo a comemoração do Dia da Mulher em março.

Mas quando as empresas não colocam essa posição em prática, temos um sério problema de representação de gênero. Esse processo não trata apenas de apresentar uma boa imagem ao público-alvo.

Pense comigo: De que adianta fazer publicidade ou postagens estratégicas no Instagram quando essas campanhas não estão sendo conduzidas por profissionais mulheres, por exemplo, falando sobre empoderamento feminino?

Torna-se ainda mais significativo quando pensamos em mulheres negras e trans dentro desse mercado, afinal, pois são atravessadas não somente pela violência de gênero, como ainda têm menos oportunidades pelas questões preconceituais.

É preciso garantir que as mulheres também componham a equipe de trabalho e que esses profissionais também ocupem cargos de liderança.


Li outro dia sobre uma frase de Mary Spio, uma mulher negra, engenheira espacial, inovadora em tecnologia e empreendedora e que me tocou muito em relação ao que estamos tratando: “A inclusão é uma consequência inevitável e necessária de uma economia global; está se tornando impossível para as empresas florescerem sem uma diversidade que reflita sua base de consumidores. Com as principais marcas buscando novas fontes de crescimento em mercados antes inexplorados, a diversidade étnica dentro das equipes de marketing pode rapidamente se tornar uma fonte de vantagem competitiva. Pelo mesmo raciocínio, a igualdade de gênero dentro do marketing deve ser um fator básico para as muitas, muitas marcas que dependem de consumidores do sexo feminino”.

Dê uma olhada em um time de marketing e me responda: quantas mulheres dividem esse espaço na equipe? Qual é o salário dessas especialistas? Que posições ocupam? Quando respondemos a essas perguntas honestamente, vemos que promover mudanças e incentivar a diversidade no ambiente corporativo é algo a ser priorizado. Há quem faça parte de equipes que sentem que esses assuntos não precisam ser discutidos no mercado de trabalho, mas quando participamos dos eventos do nosso segmento, quantas mulheres do Marketing Digital você vê falando? A resposta é: não muitas!

Isso não significa que não haja mulheres nesta área ou que elas não tenham as habilidades necessárias. A verdade é que poucas mulheres conseguem alcançar cargos de gestão e lideranças, o famoso “cargos sênior”, e que os homens têm duas vezes mais chances de se tornarem diretores executivos de uma empresa de marketing. Em especial neste mês das mulheres, pense nisso! 

Autor: Kléber Lorenzi

Professor e coordenador das faculdades Promove e Kennedy

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