Aonde chegaremos? O que decidir comer, quais tendências, invenções e modismos?

Quando entramos nas plataformas das redes sociais nos deparamos com inúmeros perfis de marmitas fitness, emagrecimento com saúde, dieta perfeita, comer correto sem precisar passar fome e muitas outras receitas milagrosas.

A gastronomia se reinventa com os cursos direcionados às pessoas a terem prazeres diferenciados com receitas que às vezes são impossíveis de replicar, pois são  técnicas que precisamos de múltiplos aparelhos e utensílios que somente os grandes chefs têm por serem específicos da profissão, então é mais fácil ir a um restaurante e experimentar essas maravilhas que são acessíveis a uma fatia pequena da população.

Mas será que estas mudanças e novas tecnologias utilizadas na gastronomia afetam a saúde?

Muito pouco se sabe ainda dos modismos, pois de acordo com o significado, modismo é caracterizado por grande intensidade em um curto período de tempo, que são as principais preocupações do público, por ser em um curto tempo e pouco se sabe quanto a efeitos à saúde.

Outro dia apareceu uma reportagem de uma senhora que foi a um restaurante refinado, comer uma das maravilhas feitas por um chef, prato lindo parecendo uma obra de arte.

Ela pediu uma dessas maravilhas e ao terminar começou a sentir mal, devido a uma alergia que ela não sabia que tinha, que era de corantes artificiais utilizados para pigmentar alimentos dando mais cores e vivacidade aos pratos.

E como a nutrição pode nos ajudar a usufruir de tudo que a gastronomia tem a nos proporcionar, mas mantendo a nossa busca por saúde?

A Nutrição precisa buscar o equilíbrio entre o sabor e a saúde. Já se foi o tempo em que os Nutricionistas prescreviam dietas extremamente restritivas, sofridas e sem nenhum atrativo para o seu paciente. Um nutricionista atento às novas demandas do mercado precisa reconhecer que a alimentação é um ato cultural e social. Precisam estar atentos aos nichos de mercado em que podem atuar. Afinal, quem não quer ter uma alimentação saudável e saborosa ao mesmo tempo? O nutricionista e o chef de cozinha devem, então, trabalhar como aliados. Devem pensar no alimento como um todo: em sua composição química, em sua história e em todas as suas características sensoriais. Devem proporcionar cardápios com preparações bonitas, com variedade de cores, sabores e textura, e com equilíbrio de nutrientes que possa promover o atendimento das necessidades da população. E devem sempre pensar no papel que este alimento tem na vida das pessoas. Um alimento deve trazer conforto ao nosso corpo e criar (ou trazer à tona) boas memórias afetivas.

Autores: Professor Jackson Cruz Cabral é Mestre em Administração,  Tecnólogo em Gastronomia, administrador, cozinheiro, coordenador e professor do curso de Gastronomia da Faculdade Promove de Belo Horizonte

Professora Natália de Carvalho Teixeira é doutora em Ciência de Alimentos, nutricionista e coordenadora do Curso de Nutrição da Faculdade Kennedy de Belo Horizonte.

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